Desempenho das Exportações Brasileiras de Grãos

Fechamento Outubro / 2016

Desempenho das Exportações Brasileiras de Grãos – Fechamento Outubro /2016

SOJA

O mês de outubro registrou um total de 540 mil toneladas de soja exportadas, volume este 73% menor do que o registrado em outubro de 2015. Os baixos estoques de soja no mercado brasileiro devem fazer com as exportações de soja neste segundo semestre fiquem abaixo dos resultados obtidos nos últimos anos.

No acumulado do ano (de janeiro à outubro), foram embarcadas 49.5 milhões de toneladas de soja. Em 2015, no mesmo período, foram exportadas 50.8 milhões de toneladas.

O porto de Santos segue como o principal ponto de escoamento para a safra de soja brasileira, já superando a marca estabelecida em 2014, a maior até então, com 12.4 milhões de toneladas de soja embarcadas, alcançando este ano, apesar da safra menor do que o esperado devido as perdas na lavoura, um total de 14.3 milhões de toneladas embarcadas pelo porto até o momento. Este volume representa quase 30% do total exportado pelo país em 2016. O excelente desempenho do porto de Santos neste primeiro semestre contribuiu significativamente para que a diferença entre o volume de soja exportado em 2016, em relação ao ano anterior, não fosse ainda maior.

Os principais portos exportadores de soja em 2016 até outubro são:

  • Santos                                    14.3 milhões de toneladas
  • Rio Grande                             9 milhões de toneladas
  • Paranaguá                             7.6 milhões de toneladas
  • São Francisco do Sul              3.8 milhões de toneladas

O volume embarcado por estes quatro portos até o momento representam 70% do total de soja exportado pelo país de janeiro à outubro deste ano.

Portos localizados na região norte/nordeste do país, não demandados com a mesma intensidade no passado, seguem atingindo números expressivos neste ano, como o caso do porto de Barcarena, em Belém/PA, que já ultrapassa o volume registrado em 2015, de 2.1 milhões de tons, com 2.2 milhões de tons embarcadas até outubro, mesmo com os problemas na safra. Com os investimentos realizados no porto e nas suas rotas de acesso, Barcarena, deverá se consolidar como uma rota alternativa interessante para o escoamento da soja brasileira, principalmente aquela produzida no próprio estado e no norte do estado de Mato Grosso. O mesmo ocorre com o porto de Itaqui, em São Luís do Maranhão, que este ano registra um total de 3.8 milhões de toneladas, abaixo do registrado em 2015, mas que após a conclusão das obras do TEGRAM, deverá ter sua capacidade de escoamento de grãos ampliada para 10 milhões de toneladas anuais, com a expectativa de se tornar o principal porto exportador de grãos da região norte do país.

A China segue como principal mercado internacional para a soja brasileira, sendo destino de 388 mil das 540 mil toneladas embarcadas em outubro (72%), e de aproximadamente 75% do total embarcado pelo Brasil em 2016.

Até o final do ano, estimamos que as exportações de soja brasileiras totalizem um volume entre 51 e 52 milhões de toneladas de soja.

MILHO

O total de milho exportado no mês de outubro foi de 1.2 milhão de toneladas, bem abaixo do registrado em outubro de 2015 (4.9 milhões de toneladas). Esse cenário deve se repetir até o final do ano devido às grandes perdas nas lavouras de milho, tanto na 1ª quanto na 2ª safra deste ano.

O total de milho exportado, acumulado desde o início do ano, é de 15.7 milhões de toneladas, 21% menor do que o registrado no mesmo período em 2015 (19.9 milhões de toneladas).

Com a baixa oferta do produto no mercado interno, as exportações de milho este ano ocorreram majoritariamente pelos portos tradicionalmente mais demandados, na seguinte ordem:

  • Santos                                    6.8 milhões de toneladas
  • Paranaguá                             2.5 milhões de toneladas
  • Vitória                                    1.5 milhão de toneladas
  • Barcarena                              1.2 milhão de toneladas
  • São Francisco do Sul              800 mil toneladas

Os principais destinos do milho brasileiro até outubro de 2016 foram: Irã (20%),        Vietnã (14%), Japão (12%), Malásia (8%), Egito e Coreia do Sul (7%).

Devido a tendência de baixa nas exportações de milho nos próximos meses comparativamente ao desempenho registrado nos anos anteriores, levando também em consideração as dificuldades na aquisição de milho no mercado interno, nossa estimativa é de que as exportações de milho encerrem o ano com um volume entre 18 e 19 milhões de toneladas embarcadas. 

Elaboração: ANEC

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