Desempenho das Exportações Brasileiras de Grãos

Fechamento Setembro / 2016

Desempenho das Exportações Brasileiras de Grãos – Fechamento Setembro /2016

SOJA

Entre os dias 01 e 30 de setembro, o Brasil exportou aproximadamente 1.37 milhões de toneladas de soja, o que representa 55% a menos do volume de soja embarcado no mesmo período em 2015. Historicamente o mês de setembro costuma ser de baixa movimentação para exportação de soja, motivado por um período de estoques baixos no Brasil, e onde já enfrentamos a competição da soja americana, no inicio da sua colheita.

No acumulado do ano, as exportações brasileiras de soja registram um total de 48.97 milhões de toneladas, praticamente o mesmo desempenho observado dentro deste período em 2015. Entretanto, o desempenho das exportações no segundo semestre de 2016 se mostra inferior ao observado em anos anteriores.

A redução nos embarques de soja no segundo semestre deste ano se deve ao fato de que, segundo os últimos dados de levantamento de safra da CONAB divulgados em setembro, a produção brasileira de soja nesta safra sofreu redução de 6,5% ou 6.7 milhões de toneladas em relação às estimativas de safra iniciais devido a problemas climáticos, o que afetou os estoques e reduziu significativamente a oferta do produto para a exportação.

Mesmo diante de um cenário mercadológico favorável, considerando-se o câmbio elevado que torna a soja brasileira mais competitiva, e a demanda chinesa retomando seu padrão de crescimento, hoje sendo destino de 75% da soja nacional, as exportações brasileiras de soja este ano devem ficar abaixo do estimado inicialmente pelo setor, que era de 57 milhões de toneladas.

Diante dos baixos estoques de soja no país, nossa estimativa é de que o Brasil encerre o ano de 2016 com um total de 52 milhões de toneladas exportadas.

Com relação ao desempenho dos portos, o escoamento de soja continua concentrado nos portos da região sul e sudeste do país, com destaque para o porto de Rio Grande que no segundo semestre passa a ser o principal porto para a exportação de soja, no momento em que o porto de Santos concentra suas operações para o escoamento do milho.

Já para o ano de 2017, as perspectivas são mais otimistas. Para a próxima safra, 2016/2017, o Brasil deverá ter condições climáticas mais favoráveis para a produção de soja, com 90% das áreas produtivas em condições de regular a bom, sendo bom em aproximadamente 80% dos casos, segundo informações da CONAB. Este cenário favorável deverá contribuir para que a produção de soja supere 100 milhões de toneladas, segundo estimativas preliminares.

Neste cenário favorável para a safra 16/17, a exportação de soja deve retomar sua tendência de crescimento, interrompida este ano pelas perdas na lavoura, e superar a marca de 53 milhões de toneladas estabelecida em 2015.

MILHO

No mês de setembro foram embarcadas 2.3 milhões de toneladas de milho pelo país, o que significa uma redução de aproximadamente 49% em relação ao volume exportado em setembro de 2015. No acumulado do ano, as exportações de milho registram um total de 14.5 milhões de toneladas embarcadas, ligeiramente inferior aos volumes observados mesmo período de 2015, com 14.9 milhões de toneladas.

Se na soja, o clima afetou significativamente a lavoura, no caso do milho as perdas foram ainda maiores, na casa de 15 milhões de toneladas, aproximadamente 18% da produção inicialmente estimada, sendo a safrinha, ou o milho segunda safra, o mais afetado, com perdas na ordem de mais de 13 milhões de toneladas, segundo dados do ultimo levantamento da CONAB, divulgado no início de setembro.

Estimamos que até o final de 2016, o Brasil deverá exportar mais 5.5 milhões de toneladas de milho, totalizando 20 milhões de toneladas destinadas ao exterior entre janeiro e dezembro. Entretanto, devido a baixa oferta do produto no mercado interno, essa estimativa poderá ser revista, levando-se em consideração o volume exportado no mês de outubro.

Elaboração: ANEC

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