Performance of Brazilian Grain Exports

Fechamento Dezembro / 2015

SOJA

Encerrado o ano de 2015, as exportações de soja em grão tiveram um incremento de 465 mil toneladas embarcadas no mês de dezembro, superando ainda mais as expectativas de exportação para o ano, ultrapassando pela primeira vez a marca de 50 milhões de toneladas, e estabelecendo um recorde de 53 milhões de toneladas exportadas entre janeiro e dezembro.
O porto de Santos foi novamente o principal ponto utilizado para o escoamento da safra de soja no mercado internacional, com um total de 12 milhões de toneladas embarcadas, seguido de perto pelo porto de Rio Grande que obteve grande crescimento (42%) em comparação ao ano de 2014, totalizando 11.5 milhões de toneladas de soja embarcadas. Como rotas alternativas aos portos tradicionais do Sul, os portos do norte do país demonstraram ser uma saída interessante para o escoamento da produção agrícola do centro-oeste, principal região produtora, com destaque para os portos de Itaqui (São Luís/MA), Vila do Conde (Barcarena/PA), e Aratu (Cotegipe/BA), que tiveram um crescimento de 57%, 92% e 36% respectivamente, em comparação com o ano de 2014, embarcando na somatória um total de 9.5 milhões de toneladas de soja.
A China segue como o principal destino da soja brasileira, com 41.2 milhões de toneladas importadas em 2015. A participação do mercado chinês em nossas exportações aumentou ainda mais, passando de 71,5% em 2014, para 77,7% no último ano.
Para o ano de 2016, nossa perspectiva é de que sejam exportadas aproximadamente 57 milhões de toneladas de soja. Esse aumento deverá se concentrar principalmente nos portos do norte do país, em virtude da saturação da capacidade dos portos tradicionais do sul, e em função das condições climáticas decorrentes da influência do El Nino, aumentando a incidência de chuvas nas regiões sul e sudeste do país, afetando com maior intensidade os embarques nos portos de Rio Grande, São Francisco do Sul, e Paranaguá.
Com relação aos preços, estimamos que não deverá ocorrer grandes variações durante o pico da safra, entre março e junho de 2016, o que torna o cenário ainda mais favorável para as exportações.

MILHO

No mês de dezembro de 2015 foram embarcadas 5.8 milhões de toneladas de milho, volume 85% superior ao exportado no mês de dezembro de 2014. No ano, as exportações de milho atingiram um novo recorde, totalizando 30.7 milhões de toneladas embarcadas entre janeiro e dezembro de 2015.
O porto de Santos, a exemplo do que ocorre na soja, foi o principal porto utilizado para a exportação da safra de milho, com 15.7 milhões de toneladas embarcadas, o que representa mais de 50% do total exportado pelo país, e um crescimento de 77%, em comparação com o desempenho observado em 2014.
Os principais destinos das exportações brasileiras de milho em 2015 foram o Vietnã, o Irã, e Coreia do Sul, com 17%, 15% e 10% de participação no total exportado, respectivamente.
Para 2016, diante de uma safra estimada em 82 milhões de toneladas, das quais 54 milhões serão oriundas da safrinha, que costumeiramente tem principal destino o mercado externo, nossa estimativa é de que devemos exportar novamente volumes próximos a 30 milhões de toneladas. O fato de que 45% da produção do estado de Mato Grosso, principal estado produtor de milho, e que deverá colher em 2016 cerca de 20 milhões de toneladas, já estar comercializada, também contribui para um cenário positivo para o setor exportador de milho. Para efeito comparativo, no início de 2015, apenas 20% da produção de Mato Grosso estava compromissada. Este movimento de antecipação das compras ocorre principalmente devido as projeções de desvalorização do real frente ao dólar para este ano.

Elaboração: ANEC

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